terça-feira, 5 de agosto de 2014

O LOBO DE WALL STREET



O filme conta a história de um corretor de ações que ficou rico com negociações que ludibriavam seus clientes e gastou parte da fortuna em drogas, prostitutas e passatempos irresponsáveis como arremesso de anões. A primeira meia hora é a mais interessante por apresentar de maneira clara como o personagem, Jordan Belfort, baseado num sujeito real, começou a entender o funcionamento das corretoras e a ganhar dinheiro com certas estratégias de venda. Graças a sua capacidade de vender e gerenciar uma equipe cada vez maior, Belfort passou a ganhar fortunas. Depois que compreendemos a desmedida ganância de Belfort e começamos a acompanhar sua conta bancária indo às alturas, o filme passa a apresentar apenas as extravagâncias que o dinheiro de Belfort possibilitava, como comprar um iate gigantesco, fazer uma orgia dentro de um avião, entre outras. Então quando o FBI enquadra o sujeito, temos a sensação de que ele é preso por conta do seu estilo de vida obsceno e não pela forma desonesta como ganhava dinheiro. Ficaria mais impressionado pelo filme se ele esmiuçasse melhor como Belfort e seus corretores angariavam clientes, além de mostrar como o FBI trabalhou na investigação que terminou com a prisão de Belfort. No final, o filme deixou de fazer um paralelo mais direto entre Belfort e o tipo de movimentação financeira que provocou a crise de 2008. Algo que poderia ter sido encaixado com folga nos 180 minutos do filme




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