terça-feira, 13 de agosto de 2013

KON TIKI

A Aventura de Kon Tiki
(KON TIKI, 2012)

A história do filme:
Thor Heyerdahl é um geógrafo norueguês que quer provar que as ilhas da Polinésia podem ter sido colonizadas pelos povos da América do Sul e não os povos da Ásia. Para chegar até essas ilhas é preciso atravessar a água que engole um baita naco do planeta Terra, o que chamamos Oceano Pacífico. Como a maioria dos mapas que vemos todos os dias representam o globo com o centro na Europa, é espantoso lembrar o quanto de água tem por aqueles lados. (ver imagem abaixo)

Heyerdahl acredita que embora seja mais perto chegar até às ilhas pela Àsia, a corrente marítima ajuda quem viaja desde a América do Sul. O único jeito que ele encontra para que geógrafos e historiadores não zombem de sua teoria é chamar uns colegas (amigos e não marinheiros profissionais) e atravessar o Pacífico numa balsa idêntica a que teria sido contruída com a tecnologia de 1500 anos atrás.

O filme conta esta história de maneira mitológica. As tomadas, as cores, a música, os diálogos nos direcionam sempre para sentirmos -WOW, como isso é possível? Como 6 sujeitos sem experiência em embarcações, a maioria nem sabe nadar, consegue atravessar em cima de umas toras de madeira 7 mil kilometros do oceano mais tempestuoso do planeta? Sem motor ou remo, só confiando na corrente e no vento? O filme aceita que é uma história fantástica e nos martela esse sentido de encantamento. É como se estivéssemos lendo A Volta ao Mundo em 80 dias com imagens da National Geographic. Este filme é assim um delicioso e pueril prazer como aquele que encontramos ao ler A Ilha Perdida da coleção Vagalume ou similares. Que Heyerdahl realmente existiu só aumenta a sensação de fábula e encantamento


Oceano Pacífico




Rota de Heyerdahl





Tripulantes reais da balsa



sábado, 10 de agosto de 2013

TIME AFTER TIME




Um Século em 43 Minutos
(Time After Time, 1979)


Malcolm Macdowell, ator famoso pelo papel principal em Laranja Mecânica, faz uma figura muito engraçada neste filme. Ele interpreta H.G. Wells, autor de meia dúzia de clássicos da literatura fantástica adaptados e clonados à exaustão por Hollywood, tal como "Guerra dos Mundos", " O Homem Invisível" e a "Máquina do Tempo". Segundo este filme, Wells não só escreveu este último romance como de fato construiu uma máquina capaz de atravessar séculos em minutos (daí o nome do filme). Antes de testar a viagem temporal, no entanto, um assassino de prostitutas de apelido Jack escapa da Scotland Yard usando a tal máquina. O humor surge do contraste dos modos antiquados de H.G. Wells com os modos do mundo moderno (de 1979). O mais divertido são os diálogos que trava com Mary Steenburgen, que repetiria o papel de namorada de um time-traveller em De Volta Para o Futuro 3. Em determinado momento, Mary pergunta porque Wells não compra uma arma para matar Jack, ao que Wells responde com um intrincado monólogo a respeito de como violência gera violência e sobre valores morais. Um discurso aparentemente inocente aos olhos do séc 20. Depois de terminado o discurso, a câmera corta para o rosto de Mary, atônita, que em seguida diz - Eu te amo


O filme avança ficando cada vez mais tenso e menos bem humorado. Mesmo assim é um agradável passatempo com suas anedotas remetendo à Inglaterra do séc 19, como a sacada do nome do cirurgião assassino ser Stevenson, autor de "O Médico e o Monstro"

Muitas ideias deste filme foram surrupiadas pelos realizadores de De Volta Para o Futuro, inclusive o o fato da viagem temporal inaugural de Wells e do Delorean ser no dia 5 de novembro. Aliás o mesmo dia da invenção do capacitor de fluxo