terça-feira, 23 de julho de 2013

NATIMORTO

NATIMORTO (2009)

Dentro de um apartamento que parece saído de "Amor À Flor da Pele", os personagens interpretados por Mutarelli e Simone travam uma DR infinita. Eles não são exatamente um casal e, talvez, por isso seja complicado entender o porque de todo falatório. Numa DR típica, cada um discute a falta de atenção do outro na hora do jantar ou da cama. Nunca fica claro o porque das discussões dos dois nesse filme.  Lourenço fala coisas degradantes e auto degradantes enquanto Simone ora se interessa por ele, ora o suporta. Porque ela o escuta? Ela está seduzida por ele? Ela se interessa pelo que ele fala ou se compadece dele? Ela deixe que ele durma encostado em seus seios porque tem dó do pobre depressivo? Caso seja isso, não compro essa história. Me parece mais que os realizadores deste filme materializaram seus sonhos eróticos masculinos. E os diálogos são sua desculpa intelectual para tirarem a roupa de Simone Spoladore. E ainda, covardemente, numa tomada distante e sem foco

PS: Muita gente realizou filmes curiosos cavucando fantasias sexuais machistas, como Fellini e Hitchcock por exemplo. (Meu amigo Claudio Medusa lembraria de diretores como Jess Franco)




Clique para ver Cenas de NATIMORTO

segunda-feira, 15 de julho de 2013

BRAD PITT salva o dia

GUERRA MUNDIAL Z

Em créole, o termo zonbi designa o cadáver que ganha vida através de feitiço. E o feiticeiro tem poder sobre o morto-vivo. Na maioria dos filmes em que mortos-vivos atacam os viventes nunca se sabe exatamente o porque deles voltarem da cova. E também na maioria dos filmes de zumbi, as pessoas estão mais preocupadas em se esconderem em shoppings e porões, ou correr para ilhas desertas, do que em descobrir o porque dos ataques. Nisso Guerra Mundial Z se diferencia dos filmes de Romero mas se aproxima do delicioso A Volta dos Mortos-Vivos. Brad Pitt vive um agente da ONU, que já esteve em diversas regiões de conflito (o que é explicado, como tudo no filme, em diálogo exageradamente sucinto). Ele tem a missão de descobrir a origem do que parece ser o vírus zumbi. É incrível o talento dele em descobrir algo no meio de tanta correria. Fiquei tenso com o filme? Sim. Me diverti? Muito. O filme entrega tensão e correria, requenta o tema Mortos-vivos ao trazer uma explicação científica para algo que a maioria do público nunca exigiu explicação. 

PS: Para um filme de zumbi com personagens e diálogos mais elaborados a comédia A Volta dos Mortos-Vivos, de 1985







sábado, 13 de julho de 2013

Quando Christian Slater tinha mais tempo de tela que Brad Pitt



AMOR À QUEIMA-ROUPA (True Romance, 1993)

Podem me espancar que nem o Walken espanca o Dennis Hopper numa das melhores cenas deste filme, mas não vou voltar atrás na minha certeza de que este não só é o melhor roteiro escrito por Quentin Tarantino como também o mais bem dirigido. Tony Scott, famoso por filmes como Ases Indomáveis e outras produções com muita ação e fotografia belissíma, dirige os diálogos de Tarantino sem que eles precisem de tempo para o espectador apreciá-los. Ele não diminui a marcha do filme nas cenas de diálogo como Tarantino faz nos filmes que dirige. A história é sobre um joão-ninguém que se apaixona por uma prostituta e atravessa os EUA para vender uma quantia absurda de drogas e poder mudar de vida. No caminho, gângsters, polícia e produtores de cinema correm atrás dos dois jovens e da grana. Tudo é muito ágil, divertido e colorido. Scott poderia ter dirigido mais roteiros inteligentes como esse e o roteiro de Tarantino se beneficiou muito de um diretor pra quem os diálogos não são tudo. E afinal o que aconteceu com Christian Slater?

PS: Uma vez li numa entrevista Hitchcock dizendo que ao dirigir uma cena de briga, deve-se dirigir do ponto de vista de quem vai perder. Achei uma ideia estranha, mas a cena de briga de Patricia Arquette e James Gandolfini no banheiro faz essa ideia fazer sentido




quinta-feira, 11 de julho de 2013

A Experiência

Vou começar a colocar minhas percepções de alguns filmes que assisto. Não são exatamente análises,  só minhas sensações. Textos curtos. O críticos Ebert e Siskel diziam que falar sobre um filme é como  falar sobre um incêndio que acabou de presenciar. Você deve contar a coisa o mais direto possível, com a emoção instântanea que o evento te causou. Vou tentar isso.

A EXPERIÊNCIA (Das Experiment, 2001)

Este filme alemão tem o mesmo nome em português daquele filme americano em que uma loiraça alienígena seduz sexualmente homens para procriar (bom filme aliás). A história deste filme é sobre um pesquisador que seleciona 20 homens ao acaso e dá para metade deles o papel de guardas e para a outra metade o papel de prisioneiros e os coloca numa prisão enquanto vigia com câmeras o que eles fazem. Depois de alguns dias os guardas começam a ser sádicos com os prisioneiros e a violência foge do controle dos pesquisadores. Apesar do filme ser envolvente, a sensação que temos é que o médico é uma mula. O que ele queria testar? Ver até que ponto um homem é violento? Dar uma metralhadora para uma criança seria sua próxima pesquisa? O médico é sádico demais. Me pergunto se essa é a idéia do filme: mostrar que  alguns pesquisadores tem a capacidade de antever uma desgraça pior que a capacidade de uma criança. A história foi baseada num experimento real, mas na história real os pesquisadores pararam o experimento antes que a coisa toda virasse uma carnificina. Bom senso esse que faltou não só ao pesquisador retratado no filme como aos roteiristas

PS: Durante anos vi o poster desse filme e achei que se tratava de uma ficção científica nos moldes de "A Mosca. Esse verde neon e uns fios saindo da cabeça do sujeito acho que não ajudam a entender sobre o que o filme trata. Esta é a minha sensação


Capa do DVD americano



Capa do DVD da loira alienígena