sábado, 13 de julho de 2013

Quando Christian Slater tinha mais tempo de tela que Brad Pitt



AMOR À QUEIMA-ROUPA (True Romance, 1993)

Podem me espancar que nem o Walken espanca o Dennis Hopper numa das melhores cenas deste filme, mas não vou voltar atrás na minha certeza de que este não só é o melhor roteiro escrito por Quentin Tarantino como também o mais bem dirigido. Tony Scott, famoso por filmes como Ases Indomáveis e outras produções com muita ação e fotografia belissíma, dirige os diálogos de Tarantino sem que eles precisem de tempo para o espectador apreciá-los. Ele não diminui a marcha do filme nas cenas de diálogo como Tarantino faz nos filmes que dirige. A história é sobre um joão-ninguém que se apaixona por uma prostituta e atravessa os EUA para vender uma quantia absurda de drogas e poder mudar de vida. No caminho, gângsters, polícia e produtores de cinema correm atrás dos dois jovens e da grana. Tudo é muito ágil, divertido e colorido. Scott poderia ter dirigido mais roteiros inteligentes como esse e o roteiro de Tarantino se beneficiou muito de um diretor pra quem os diálogos não são tudo. E afinal o que aconteceu com Christian Slater?

PS: Uma vez li numa entrevista Hitchcock dizendo que ao dirigir uma cena de briga, deve-se dirigir do ponto de vista de quem vai perder. Achei uma ideia estranha, mas a cena de briga de Patricia Arquette e James Gandolfini no banheiro faz essa ideia fazer sentido




Um comentário:

  1. "I DONT KILL ANYONE... SINCE 1984"
    http://www.youtube.com/watch?v=_wNYNDzKpuQ

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