(KON TIKI, 2012)
A história do filme:
Thor Heyerdahl é um geógrafo norueguês que quer provar que as ilhas da Polinésia podem ter sido colonizadas pelos povos da América do Sul e não os povos da Ásia. Para chegar até essas ilhas é preciso atravessar a água que engole um baita naco do planeta Terra, o que chamamos Oceano Pacífico. Como a maioria dos mapas que vemos todos os dias representam o globo com o centro na Europa, é espantoso lembrar o quanto de água tem por aqueles lados. (ver imagem abaixo)
Heyerdahl acredita que embora seja mais perto chegar até às ilhas pela Àsia, a corrente marítima ajuda quem viaja desde a América do Sul. O único jeito que ele encontra para que geógrafos e historiadores não zombem de sua teoria é chamar uns colegas (amigos e não marinheiros profissionais) e atravessar o Pacífico numa balsa idêntica a que teria sido contruída com a tecnologia de 1500 anos atrás.
O filme conta esta história de maneira mitológica. As tomadas, as cores, a música, os diálogos nos direcionam sempre para sentirmos -WOW, como isso é possível? Como 6 sujeitos sem experiência em embarcações, a maioria nem sabe nadar, consegue atravessar em cima de umas toras de madeira 7 mil kilometros do oceano mais tempestuoso do planeta? Sem motor ou remo, só confiando na corrente e no vento? O filme aceita que é uma história fantástica e nos martela esse sentido de encantamento. É como se estivéssemos lendo A Volta ao Mundo em 80 dias com imagens da National Geographic. Este filme é assim um delicioso e pueril prazer como aquele que encontramos ao ler A Ilha Perdida da coleção Vagalume ou similares. Que Heyerdahl realmente existiu só aumenta a sensação de fábula e encantamento
Oceano Pacífico
Rota de Heyerdahl
Tripulantes reais da balsa



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