A primeira vez que assisti a "O BOM, O MAU E O FEIO" era pequeno demais para entender qualquer coisa. O que me marcou foi o duelo final entre os três personagens e eu tinha a sensação de que o filme tinha uma hora de duração só naquele duelo. Assisti muito pequeno ao "ERA UMA VEZ NO OESTE" também e a outros filmes de bang bang à italiana como eram chamados estes filmes de western feitos na europa , não necessariamente na Itália. Meu pai colocava o filme em casa e acho que não ficava se perguntando se eu era pequeno demais para entender o filme, ou a quantidade de tiros. Aos treze anos reassisti a "O BOM, O MAU E O FEIO" (que é como o filme realmente deveria ser traduzido no Brasil e não "Três Homens em Conflito"). Ele se tornou meu filme favorito. Aluguei a orelha dos meus amigos da escola com esse filme, provavelmente durante um mês. Além do estilo história em quadrinhos o que eu adorava no filme era o Lee Van Cleef, que até hoje é um dos meus rostos favoritos no cinema. Meu pai sempre falava que o ator era a cara do meu avô materno,um pouco pra provocar minha mãe que achava o ator feio. Isso deve ter influenciado no meu carinho por Lee Van Cleef, que quase sempre fazia o bandido. John Carpenter deu um papel de mentor para ele em "FUGA DE NOVA YORK" muito tempo depois de Lee já estar fora dos filmes de bang bang e dos seus papéis mais importantes. Na última semana, assisti à exaustão a cena em que ele oferece perdão ao personagem de Kurt Russell. Sinto uma gratidão por Carpenter ter chamado ele quando todos já o tinham esquecido. E por meu pai por ter me mostrado a esses saborosos e inconsequentes filmes de bang bang. Lee Van Cleef morreu em 1989 aos 64 anos, a idade que meu pai completaria amanhã, dia 7, se estivesse vivo.

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