sábado, 7 de setembro de 2013

NÃO POUPEI DESPESAS



JURASSIC PARK (1993)

Dr. Grant, paleontólogo experiente interpretado por Sam Neil, na primeira vez que vê um braquiossauro vivo na ilha vira para o dono do parque e diz - Uh.. uh... é um dinossauro! É a mesma frase que qualquer criança soltaria.

É este tipo de diversão que o filme nos traz. Voltamos a ser crianças e acreditar que dinossauros moram numa ilha distante. Voltamos a ser encantados e iludidos pelas imagens e pela música essencial de John Williams. O filme é uma versão com adultos de "Querida Encolhi as Crianças". Correria e fantasia. Os efeitos visuais são incríveis e os dinos verossímeis mesmo vinte anos de tecnologia depois. Spielberg e a equipe de efeitos certamente não pouparam despesas aqui

Mas mesmo assim, o que faz deste filme único e ainda hoje um marco ser superado no cinema-pipoca, é que ele foi escrito e pensado não como um filme de ação, mas como uma comédia

Apesar da emoção toda que temos com a ação e correria, a diversão existe porque em cada fresta de filme, Spielberg e seus roteiristas injetaram piadinhas, sacadas visuais, falas engraçadinhas, tudo para ser  uma comédia. Os diálogos parecem saídos de uma sitcom, com todos os personagens falando coisas engraçadinhas, ou às vezes, coisas propositalmente ridículas (como quando DR. Grant telefona para Hammond e diz - Hammond, os telefones estão funcionando!). No plano visual, o filme também é pensado como uma comédia física, as cores, as cenas de ação, como a do carro descendo a árvore enquanto Grant e Tim fogem pelos galhos, ou o braço de Arnold (Sam Jackson antes da fama) caindo sobre a Dra. Satler e causando nela um falso alívio. Tudo isso embalado numa edição elegantemente enxuta e esperta. Meu truque de edição favorito do filme é a cena em que Hammond pergunta onde pararam os carros de passeio e a próxima tomada é a cabra berrando, o que é a maneira inteligente de mostrar que eles estão na frente da jaula do Tiranossauro, e que sua situação de presa não difere muito da situação da cabra.

Assistir Jurassic Park nos faz lembrar porque gostamos de ir ao cinema. No fundo talvez eu tenha sido marcado eternamente pelo que acho do cinema a partir da experiência deste filme. Ainda acredito que os grandes filmes devem ter o poder de fazer rir, divertir e aterrorizar na mesma medida


Mapa impresso no livro de Michael Chrichton que deu origem ao filme



Making off de como foram feitos os velociraptors



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